... eu vou te amar. O que não é possível é, por toda a minha vida, ser dependente deste amor. Sofrer com sua falta, temer a sua partida. Vou em busca da cura, não sei se vou encontrar. Dizem que um viciado será sempre num dependente que aprende a conviver com a necessidade de não sucumbir ao desejo e a seguir adiante.
quarta-feira, outubro 26, 2011
quarta-feira, agosto 24, 2011
Brasileiro, especialidade: cara de pau
Ética? Profissionalismo? Tem gente que vai crescer e não vai saber definir estas duas palavras nem com a ajuda do amigo Aurélio... Não o do dicionário, falo do Aurélio Miguel, o do judô, aquele que derrubava fácil um ippon. Ou seja, nem na porrada.
Foi o que me aconteceu esta semana. Na verdade é o que vem me acontecendo desde o inicio do ano. Focada na #grandemeta elaborei um planejamento que pudesse me render um trabalho quando estivesse em Londres em 2012 antes dos Jogos Olímpicos começarem. Sim, a grande meta já foi bem ousada. Enfim...
Fiz todo o documento, elaborei tudo e tive o insight: vou atrás de uma ilustração bacana para fechar este projeto com chave de ouro. Mal sabia a dor de cabeça que isso ia me dar.
Conversei com três designers e um deles me mostrou um trabalho que curti. Então, segui adiante e mandei ver. Fechei o job. Isso lá pelo dia 18 de janeiro. Paguei em duas vezes. A primeira parcela quando recebi o rascunho e, aprovado o desenho, paguei o restante.
Estamos no dia 24 de agosto. Um dia antes de embarcar para Londres e nunca recebi o desenho finalizado. Neste período ouvi todo o tipo de desculpas que você pode imaginar receber de um fornecedor. Só faltou matar a mãe.
A última foi uma ameaça de me processar porque estou usando indevidamente uma imagem que ele fez (um rascunho, diga-se de passagem). Fico pensando no que passa pela cabeça das pessoas...
Seria muita maldade minha culpar as novelas da TV Globo que fazem as pessoas achar que podem fazer o que querem e que no final o bandido ainda se dá bem? Ou deveria culpar os pais deste cidadão que não deram uma boa de uma paulada na bunda dele quando criança?
Confesso que ainda me impressiono com a cara-de-pau das pessoas. Enfim, lição velha aprendida. Dona Maria é que está certa: dou crédito demais às pessoas erradas.
Meu alento diante disso é que está tudo documentado e ainda possui a meu favor outros personagens que passaram o mesmo perrengue com o mesmo ilustrador. Ou seja, se neste Brasil ainda tem lugar para os honestos... não terei com o que me preocupar. #momentomedo hahahaha
domingo, agosto 14, 2011
Meu pai é uma mulher
O segundo domingo de agosto me diz muita coisa. Na escola, quem ia às festinhas era a Dona Maria. Isso até eu virar adolescente e proibir ela de me pagar este mico. Não tinha nada mais chato do que os coleguinhas olharem com aquela cara de ‘é sempre a mãe dela quem vem’. Ah, que falta faz a maturidade para mandar um olhar de ‘caguei’ para todos eles.
Na verdade, nem me incomodava tanto o fato da minha mãe estar lá. O que pegava mesmo era ‘porque meu pai nunca vem?’.
Ouvimos histórias de mulheres que não tem o dom da maternidade. São crucificadas pela sociedade porque não querem ser mãe. É um peso que apenas as mulheres carregam. Ou vai me dizer que já presenciou um homem ser foco de críticas e olhares de reprovação porque ele não leva jeito com crianças?
Mesmo com sua constante ausência, as histórias que envolvem Seo Inaldo sobreviveram ao tempo.
Contam que quando cheguei ao mundo dos Souza Costa, a regra imposta foi: ela não pode chorar. Até hoje Dona Maria e minhas irmãs justificam tal necessidade. Tanto esforço delas para negar o que se fez explícito nos anos seguintes ao atual.
Curioso é que a escolha do meu nome também foi uma imposição dele. Alethea, que significa a condição de estar evidente.
Ah Seo Inaldo... não dá para fazer de conta que eu não existo.
Feliz Dia dos Pais.
Na verdade, nem me incomodava tanto o fato da minha mãe estar lá. O que pegava mesmo era ‘porque meu pai nunca vem?’.
Ouvimos histórias de mulheres que não tem o dom da maternidade. São crucificadas pela sociedade porque não querem ser mãe. É um peso que apenas as mulheres carregam. Ou vai me dizer que já presenciou um homem ser foco de críticas e olhares de reprovação porque ele não leva jeito com crianças?
Mesmo com sua constante ausência, as histórias que envolvem Seo Inaldo sobreviveram ao tempo.
Contam que quando cheguei ao mundo dos Souza Costa, a regra imposta foi: ela não pode chorar. Até hoje Dona Maria e minhas irmãs justificam tal necessidade. Tanto esforço delas para negar o que se fez explícito nos anos seguintes ao atual.
Curioso é que a escolha do meu nome também foi uma imposição dele. Alethea, que significa a condição de estar evidente.
Ah Seo Inaldo... não dá para fazer de conta que eu não existo.
Feliz Dia dos Pais.
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